Central de Santo Amaro foi Sabotada e o Brigadeiro Horácio Sousa sabia

Assunto: Clarividência sobre a tentativa de golpe contra o Chefe do Governo cessante o Senhor Primeiro Ministro Patrício Trovoada e tentativa de Golpe de Estado dado como falso.

Excelência:

No princípio do mês de Fevereiro do ano de 2018, a secção do Serviço de Informações fez chegar ao conhecimento do senhor chefe do Estado-maior Horácio de Sousa de que havia uma cúpula formada por oposição de diferentes corpos políticos que estavam a aliciar os militares e juntos para assassinar o Primeiro-ministro, tomar e controlar à força o Quartel do Mouro. Posto isso, o senhor chefe do Estado-maior Brigadeiro Horácio de Sousa, depois de ter analisado a situação com o seu STAAF, no dia seguinte mandou chamar o Oficial da Inteligência do referido sector e deu-lhe a missão de descobrir a existência dos outros militares envolvidos e o processo de desenvolvimento dos planos levados ao cabo pelos subversores.

Daqui veio a necessidade de ter um agente infiltrado para cumprimento da missão superiormente delegada, e é desta forma que o Senhor Tenente Jorciney Tavares por orientação superior passou a ser um agente infiltrado e desta ficou superiormente informado que o senhor Gaudêncio Costa que era um dos cabecilhas da conspiração fazia parte dos que estavam aliciar os militares e instavam desordens no seio militar juntamente com alguns militares que encontram na reserva, Desde essa altura o oficial em questão e em missão de serviço delegado pelo Chefe do Estado-maior mantivera informado detalhadamente sobre todos os passos da mesma conspiração, conspiração essa que tinha os seguintes propósitos:1º Desgaste psicológico do Estado;

a) Sabotagem da central energética de Santo Amaro;

b) Sabotagem da Empresa Rosema.

2º Assassinato do Primeiro-ministro;

3º Assalto ao Quartel do Mouro.

Sendo que o 1º ponto seria executado por civis recrutados, os pontos 2 e 3 seriam executados pelos militares recrutados para mesma missão liderados pelo Coronel na reserva o atual Ministro da Defesa e Senhor Tenente-coronel Orlando segundo o Senhor Gaudêncio Costa.

Com exceção do assalto ao Quartel do Mouro em que os militares envolvidos receberiam como recompensa promoção e agraciados com viagens e formações, haviam para cada plano uma proposta monetária sendo:

  • Para a sabotagem da Central de Santo Amaro 250 000 dbs (duzentos e cinquenta mil dobras na moeda atual)
  • Para a sabotagem da Empresa Rosema 250 000 dbs (duzentos e cinquenta mil dobras na moeda atual)
  • Para a sabotagem da Empresa Rosema 250 000 dbs (duzentos e cinquenta mil dobras na moeda atual)
  • Assassinato do 1º Ministro 1 000 000 dbs (um milhão de dobras na moeda atual)

É importante realçar que, esses mesmos planos foram informados de forma atempada e oportuna, permitindo que, o superior tomasse medidas necessárias para o desmantelamento da conspiração.

É de salientar, que durante esse processo de infiltração a monitorização foi feita na altura pelo Chefe de Estado-maior o Brigadeiro Horácio de Sousa e seus STAF.

É de lamentar que sendo um Tenente das Forças Armadas e como Oficial de inteligência em exercício das suas funções, apenas cumpriu ordens superiores que é correto por lei, mas o mesmo afirma que os seus superiores em vez de seguir o plano que era traçado pelo serviço de inteligência em fazer captura dos subversores em fragrante delito, agiram de forma maldosa como forma de tirar proveito politicamente, ignorando o oficial no terreno, para além de  ter sido abandonado pelo seu superior desgraçaram a sua carreira militar, divulgaram a fonte de informação tornando o oficial completamente exposto a sua sorte, não levaram em conta o esforço, o trabalho e dedicação, puseram em risco a integridade física dele e da sua família e não obstante, é visto no seio militar como traidor, ridicularizado pelas Forças Armadas e pela sociedade e pelas suas famílias que não entendem nada acerca da subordinação e hierarquização.

Quero aqui frisar que, uma semana após o desmantelamento, a casa do mesmo foi assaltada por marginais de proveniência desconhecida, com o propósito de lhe assassinarem. Uma vez que não me encontraram em casa, tentaram violentar a minha esposa e filhos, mas não conseguiram porque a população interveio, tudo isso em resultado dessa situação.

Foi traído pelos seus superiores que monitoravam a operação e, foram traçando novas estratégias sem porem a corrente da situação. O Oficial tem sido tratado como um marginal pagando por uma culpa que querem a todo o custo lhe imputar, tem estado a receber por conta de toda esta conjuntura, uma vez que, o plano original do serviço de inteligência não foi levado em conta, ignorando de forma cruel a sua segurança, colocando em perigo a vida da sua família que nessa altura encontra-se fragilizada.

O Comandante do Exército retirou-lhe das funções onde vinha a exercer como comandante de pelotão da Unidade de Reconhecimento por acumulação pertencente ao Exército desde o mês de Novembro do ano findo, exigindo que entregasse a chave do gabinete do sector de Informação, juntamente com o soldado que trabalhava diretamente no Serviço de Informação sem seguir as normas de exoneração e nomeação.

De todo o anterior, é lamentável chegar a triste conclusão, que transformaram o oficial em persona não grata a qual querem ver pelas costas. Já não há qualquer reconhecimento pelo desempenho prestado a Pátria que o viu nascer, longos anos de serviço que está a ser subestimado, ao ponto do seu nome ser riscado da listagem de propostas de candidatos previstos para formações no exterior.Gostaria de informar que, o maior objetivo é o de limpar o seu bom nome envolvido em escândalos e o de salvaguardar a sua vida e o da sua família que muito preza, dizer que tudo quanto foi acima retratado é verdade e tenho que há provas disto e o mesmo estará desposto as ultima consequências se necessário for.